quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mini desabafo.

"Ana, VAI TOMAR NO CU!e pelo amor de Deus, MORRE na minha vida" disse Davi.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Recaída (parte 3)


O reencontro de Davi e Ana foi bem clássico. Uma tarde de domingo, num café. Os mesmos papos, a mesma sintonia de sempre.Alí foi onde Davi se perdeu novamente, deixou que todo aquele sentimento guardado e com cheiro de mofo tomasse vida.Passou pouco tempo, e saiu de lá com a certeza que algo mais na frente iria acontecer.Teve que passar as férias do meio do ano com o pai, em um interior. Conheceu novas pessoas, apaixonou algumas e depois, finalizou o ciclo. Foi embora. A volta pra a cidade era mais que esperada, até porque já tinha marcado de encontrar Ana.Davi sentia aquele mesmo aperto no peito, aquela mesma saudade, aquele mesmo desejo, mas ao mesmo tempo ficava indignado de como Ana marcava algo e sempre fugia, esquecia. Passou a achar que toda a saudade que Ana dizia que sentia dele era apenas falta do que fazer, carência. Um segundo encontro foi marcado. Davi chegou mais cedo no café, nervoso, sem saber oque falar, como agir. Pediu um expresso, sem açucar. Ana chegou, e a cada passo que dava, davi ficava mais nervoso. E tudo aconteceu como sempre, as mesmas conversas, os mesmos olhares, as mesmas piadinhas, o mesmo sentimento. Começa o filme, e ele não consegue fazer nada, quase não respira, e mantem o foco na tela. Ana tenta se chegar um pouco, tenta manter o contado da sua pele com a dele.Fim do filme e nada, nenhum beijo, nenhum olhar fixo, nada. Começa o jantar, e Davi vai logo se cansando de repetir todo o ciclo da mesmice dos dois, mas ao mesmo tempo não quer ir embora, quer ficar alí mais algum tempo olhando e escutando Ana. Até que, em uma conversa, ela comenta que ele estava estranho a noite toda, e sem mais lhe da um beijo. Diz que sabia des do primeiro encontro que isso ia acontecer, que já era esperado. Mas que coisa, logo Davi que aprendeu nesse tempo a esperar tudo dessa mulher escorregadia.Depois desse dia 17 alguma coisa parecia ter mudado, Ana estava mais próxima de Davi, e já se podia dizer que aquilo era um casal. Todos os encontros no meio da semana, todos os porres, as coisas compartilhadas, o karaokê, as piadas sem graça, as perguntas, as danças, tudo ia muito bem.Mas, depois de um tempo, Ana parecia conformada com aquela situação em-cima-do-muro, Davi se sentia desconfortável, porque começava a perceber que Ana nunca saia com ele pra lugares muito públicos, que nunca o apresentava a seus amigos, e que nunca falava bem de seus sentimentos. Ele ficava com aquilo tudo preso, esperando pra ser vomitado, mas o medo de falar e perder Ana era bem maior que isso, bem maior de querer saber o porque que ela sumiu por cinco meses da sua vida, e nem disse nada, medo de saber que ela não era apaixonada por ele, medo de encarar toda aquela coisa que ele já sentia.Uma noite, davi deixou bem claro que gostaria de namorar com Ana, e a resposta foi bem clara e rápida: “ainda é cedo”. CEDO!? Mas logo ela que dizia que sabia que davi tinha lutado pra conseguir ficar ao seu lado, que disse que tava com ele porque a um ano conheceu uma pessoa diferente das outras, cedo? Se tudo passa tão rápido na vida, se todo sentimento esfria e morre, porque negar esse? Davi ficou calado depois disso, saiu mais um vez com Ana, tentando ter coragem de dizer algo. Ficou mudo.Conversou com amigos, parentes, taxistas, e todos falavam a mesma coisa: paixão não é tudo, ainda mais quando só se tem de um lado.Fez pedido pra todos os santos, consultou mais uma vez as cartas, horóscopo, e isso tudo pra ter coragem de desabafar com Ana. Hoje, Davi pensa em abandonar tudo, começa a cansar de toda luta. Ana parece ter uma pedra, e não um coração. Repito: Ana, não se deve brincar com as pessoas.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Nota mental 3.

Onde está o meu chão?

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Nota mental 2

Estou precisando respirar um pouco. Quem sabe um bar, uma boa briga, umas mulheres... Preciso mesmo é dos amigos por perto.Preciso sair gritando até perder todo o ar, ficar rouco ou sem voz. T-e-n-h-o que de alguma forma amenizar todo esse peso que ando carregando, todos esses sentimentos, palavras, dúvidas. Não consigo mais escrever coisas produtivas, não consigo sair pros lugares agitados. Fico como sempre fiquei: esperando uma ligação...

Nota mental 1.


O meu tempo está acabando, to começando a ficar cansada. Odeio a sensação de andar, andar e me sentir presa, no mesmo ponto. Quero definição, coragem, iniciativa. Gostaria de ser só por uma noite alguém muito firme, e que falasse tudo que sente. Preciso de algumas doses.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

now i know about you.



Bem isso.

Tem amigo que só te procura quando é conveniente. E tem como hobby transferir a culpa pra você de algo que quem fez errado foi ele. Concordemos que não sou obrigada a perceber isso e continuar fingindo que a amizade ainda é linda, sabe?
Depois de algumas sessões de terapia, eu decidi não dar mais espaço pra me sentir manipulada e usada.
Focalizar no que importa porque gente desinteressante embaça minha vista.


Para ouvir: 


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

tô assim:

quarta-feira, 31 de agosto de 2011


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Cartas para Ana vol.1




Venho por meio desta carta mostrar um pouco da minha indignação sobre a saudade. A saudade pra mim não depende de espaço e tempo, posso ter saudade de uma pessoa, mesmo que eu esteja ao lado dela, exemplos: posso ter saudade do que ela um dia foi pra mim, ou porque o carinho é tão grande, que nem passando mil horas junto mataria aquela vontade de ver e tocar. Não entendo como alguém diz ter saudade, e quando pode “matá-la” prefere calar, sumir. Dói saber que a saudade que você sente de mim é apenas falta do que fazer. Me fazia tão bem ler aquelas palavras (“queria que você estivesse aqui”) pela noite, em querer adiantar a minha volta só pelo simples prazer de te ver. E agora que eu estou aqui, bem perto, cadê você e a sua saudade? Ana, não se deve brincar com as pessoas.
D.

(Davi resolveu não entregar essa carta pra Ana, e sim fazer várias outras para entregar de uma vez só)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Uma cura (parte 2)


Depois de alguns meses, Davi pensa em todos os momentos que passou com Ana, porem de outro ponto de vista. As conversas no carro com as músicas, aquilo não passava de uma certa afinidade, não tinha nenhuma mensagem subliminar e nem algo parecido envolvido naquilo.convenhamos que hoje em dia o seu filme preferido também pode ser o de uma outra pessoa não o torna um grande elo. Certamente nada, e nem ninguém estava conspirando a favor dos dois. E daí se ela lembrou dele e o presenteou ; se faz isso com amigos, com familiares, com conhecidos e com pessoas em geral. Ana não tem quatro braços, duas bocas e nem vinte cérebros, ela é apenas uma pessoa normal e com bom gosto, beleza mediana e um charme mais que comum. Todo mundo pode sumir da vida do outro, basta querer ou ter bons motivos. Não foi nada que Davi falou ou fez, apenas a vida, que por muitas vezes ingrata vai lá e separa as pessoas. Não dessa forma, mas coisas parecidas já aconteceram com ele. Ana não foi a primeira e nem a última. Davi começa a ver que se um pedaço dele ficou com ela, ele ainda tem muitos outros para deixar com outras pessoas, talvez o corpo inteiro. A única coisa que se tenta salvar de qualquer tipo de relacionamento é a cabeça, e os pés também, procurando sempre manter no chão. Um dia qualquer Davi leu um texto de Carpinejar, que dizia que o fim é lindo!Certamente. No final as coisas sempre ficam mais claras, tudo antes que foi consumido pela paixão reaparece de outra forma, mais clara e prudente. As vezes e quase sempre, as palavras são apenas palavras, as músicas apenas tocadas, e as pessoas apenas de passagem. Ainda não está no momento do pôster voltar para a parede, e nem daquela bendita blusa ser usada, mas pensar em Ana já não dói como antes. Agora ele pensa em voltar a ser bonito, em sair para conhecer pessoas novas, e fazer coisas produtivas. Decidiu não só trocar a marca do cigarro, mas também parar de fumar, controlar seus comentários ácidos, e continuar sempre dando preferência aos amigos e as suas festas memoráveis. A ferida já está quase que curada, e ele não se importa mais com as cutucadas de Ana, passou a ignorar. Agora nada vai mudar, nada vai andar pra trás. Percebeu também que os cheiros de fritura e de alho saem facilmente com um bom banho quente, e que existe sempre alguém aí no mundo para achar graça de suas piadas (quase sempre sem graça), dos seus sorrisos, e de sua voz desafinada. O grande problema de toda essa história foi criar uma projeção perfeita de Ana, e eu nem preciso falar que não existe nada perfeito, porque isso é bem intrínseco. A realidade é o que nos resta.