quarta-feira, 31 de outubro de 2012

brighton train station



eu me sentia tão pequena
eu me sentia tão pequena e feliz com um mapa na mão
e pensava por qual razão as pessoas correm apressadas se em vinte minutos o próximo trem sai.
quantas ali estão correndo para se encontrar?
de alguém. delas mesmas. do presente ou de um lugar onde possam ler o jornal em paz.
dez graus. minhas mãos tremem. compro um café.
pago uma libra para ir ao banheiro.

dou outra olhada no mapa, mas dessa vez me sinto triste. decoro nomes de lugares que nunca irei.  há tantos cheiros que eu gostaria de sentir...

o letreiro em vermelho dói meu olho, vejo "london" meio embaçado. chegou a hora.
foi uma das despedidas mais difíceis.
era agosto e ventava bastante. eu tinha bolhas nos pés e carregava sacolas com souvenirs.

"Thank you for all the great moments"
ainda fiquei dez segundos parada engolindo o choro. a vendedora chinesa de maçãs sorriu para mim.
eu mal sabia que um pedacinho meu tinha sido arrancado naquele instante.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

One piece.

Eu escrevi e apaguei mil coisas durante umas três horas, só pensando em que poderia escrever para você. Não diretamente, até porque acho que nem sabes da existência desse blog, e espero mesmo que não saiba! Porque tem muita mágoa e besteira que escrevi durante um BOM tempo aqui. Voltando ao assunto... Mas como sou muito besta, só fui perceber agora que nada que eu escreva ou diga aqui vai fazer algum sentido pra você ou para as outras pessoas. Um “eu te amo” é muito pouco, é quase nada. Queria escrever alguma coisa bem sentimental e melosa, mas só penso nos nossos dias comendo besteira ou minha torta de limão, fazendo cócegas, jogando videogame. Ou tomando todas na tua formatura, passando vergonha na frente da sogra e sendo derrubada carinhosamente na hora da valsa. Não estou nem aí para as magricelas, dentuças, a sem noção, ou as bonitonas que tu andou dando uns tratos por aí antes de me conhecer... Até porque também curti bastante a minha vida pra falar algo das outras pessoas, e também quem me garante que se você não tivesse passado por elas estaria agora aqui. O importante é viver esse momento, esse sentimento tão bonito que a gente tem, e que prezamos tanto. Não fazemos mesmo um casal tradicional, aqui a mulher é meio rebelde, tatuada, muda de humor como quem muda de roupa, bebe mais do que deveria e fala na mesma proporção, e o homem um troll tempo integral, meio nerd e que está me levando pelo mesmo caminho ( tô reclamando não), mas ao mesmo tempo um doce, manhoso&carente que faço todas as vontades sem reclamar ( só reclamo por charme). E é nessa falta de formalidade que eu digo que quero passar mil anos do teu lado fazendo essas coisas e todas as outras que ainda estão por vir. Um beijo da madame aqui (como tu diz “madame romaguera”) que tá mais pra nico robin do onde piece.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

tic tic tic tac




eu estou contando as horas
para te ver entrar por aquela porta
a noite e com vergonha 

chocolate batata frita chá gelado.
eu estou contando as horas
para você entrelaçar os dedos no meu cabelo
me empurrar na sua cama
e acordar com o seu cachorro me lambendo.
balança o pé, você diz.
assistir neil young arcade fire wilco blur,
depois de muitas cervejas.
eu estou contando as horas
para ver
o seu sorriso roxo
de açaí.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

O fim.

Essa história de Davi e Ana já me cansou bastante. Só pra fechar, Davi depois daquele encontro sumiu da vida de Ana (definitivamente), entrou em depressão, saiu, entrou novamente, e saiu.Conheceu mais meio mundo de gente, ficou com algumas outras garotas, dos estilos mais variados: cocotinha, enjoada, sociopata, desligada do mundo e de todos. Agora Davi está sozinho, e acha que essa foi a melhor escolha de 2010 pra cá. Todo amor, carinho, respeito e dedicação dado a Ana não lhe serviu de nada. "And in the end, the love you take is equal to the love you make". O problema é esperar que esse amor venha das outras pessoas, porque as vezes (e quase sempre) ele não vem.Agora ele toma cuidado nos lugares que vai, porque seria triste ter de encarar Ana mais uma vez. Pessoas como Davi vivem a vida em função das outras, e dos momentos felizes que elas podem lhe dar.O amor é um sentimento tão difícil de sentir, que deveria ser proibido "gastar um pouco" com gente como Ana: gente objeto, gente que descarta os outros quando se cansa, e nem tem a coragem de dizer isso. Gente que usa o sentimento da outra pra se envaidecer, sentir-se melhor, e depois negar tudo vivido.Para esse tipo de pessoa eu não desejo nada mais que vergonha na cara, anos de amadurecimento e um belo e forte pé na bunda.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mini desabafo.

"Ana, VAI TOMAR NO CU!e pelo amor de Deus, MORRE na minha vida" disse Davi.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Recaída (parte 3)


O reencontro de Davi e Ana foi bem clássico. Uma tarde de domingo, num café. Os mesmos papos, a mesma sintonia de sempre.Alí foi onde Davi se perdeu novamente, deixou que todo aquele sentimento guardado e com cheiro de mofo tomasse vida.Passou pouco tempo, e saiu de lá com a certeza que algo mais na frente iria acontecer.Teve que passar as férias do meio do ano com o pai, em um interior. Conheceu novas pessoas, apaixonou algumas e depois, finalizou o ciclo. Foi embora. A volta pra a cidade era mais que esperada, até porque já tinha marcado de encontrar Ana.Davi sentia aquele mesmo aperto no peito, aquela mesma saudade, aquele mesmo desejo, mas ao mesmo tempo ficava indignado de como Ana marcava algo e sempre fugia, esquecia. Passou a achar que toda a saudade que Ana dizia que sentia dele era apenas falta do que fazer, carência. Um segundo encontro foi marcado. Davi chegou mais cedo no café, nervoso, sem saber oque falar, como agir. Pediu um expresso, sem açucar. Ana chegou, e a cada passo que dava, davi ficava mais nervoso. E tudo aconteceu como sempre, as mesmas conversas, os mesmos olhares, as mesmas piadinhas, o mesmo sentimento. Começa o filme, e ele não consegue fazer nada, quase não respira, e mantem o foco na tela. Ana tenta se chegar um pouco, tenta manter o contado da sua pele com a dele.Fim do filme e nada, nenhum beijo, nenhum olhar fixo, nada. Começa o jantar, e Davi vai logo se cansando de repetir todo o ciclo da mesmice dos dois, mas ao mesmo tempo não quer ir embora, quer ficar alí mais algum tempo olhando e escutando Ana. Até que, em uma conversa, ela comenta que ele estava estranho a noite toda, e sem mais lhe da um beijo. Diz que sabia des do primeiro encontro que isso ia acontecer, que já era esperado. Mas que coisa, logo Davi que aprendeu nesse tempo a esperar tudo dessa mulher escorregadia.Depois desse dia 17 alguma coisa parecia ter mudado, Ana estava mais próxima de Davi, e já se podia dizer que aquilo era um casal. Todos os encontros no meio da semana, todos os porres, as coisas compartilhadas, o karaokê, as piadas sem graça, as perguntas, as danças, tudo ia muito bem.Mas, depois de um tempo, Ana parecia conformada com aquela situação em-cima-do-muro, Davi se sentia desconfortável, porque começava a perceber que Ana nunca saia com ele pra lugares muito públicos, que nunca o apresentava a seus amigos, e que nunca falava bem de seus sentimentos. Ele ficava com aquilo tudo preso, esperando pra ser vomitado, mas o medo de falar e perder Ana era bem maior que isso, bem maior de querer saber o porque que ela sumiu por cinco meses da sua vida, e nem disse nada, medo de saber que ela não era apaixonada por ele, medo de encarar toda aquela coisa que ele já sentia.Uma noite, davi deixou bem claro que gostaria de namorar com Ana, e a resposta foi bem clara e rápida: “ainda é cedo”. CEDO!? Mas logo ela que dizia que sabia que davi tinha lutado pra conseguir ficar ao seu lado, que disse que tava com ele porque a um ano conheceu uma pessoa diferente das outras, cedo? Se tudo passa tão rápido na vida, se todo sentimento esfria e morre, porque negar esse? Davi ficou calado depois disso, saiu mais um vez com Ana, tentando ter coragem de dizer algo. Ficou mudo.Conversou com amigos, parentes, taxistas, e todos falavam a mesma coisa: paixão não é tudo, ainda mais quando só se tem de um lado.Fez pedido pra todos os santos, consultou mais uma vez as cartas, horóscopo, e isso tudo pra ter coragem de desabafar com Ana. Hoje, Davi pensa em abandonar tudo, começa a cansar de toda luta. Ana parece ter uma pedra, e não um coração. Repito: Ana, não se deve brincar com as pessoas.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Nota mental 3.

Onde está o meu chão?

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Nota mental 2

Estou precisando respirar um pouco. Quem sabe um bar, uma boa briga, umas mulheres... Preciso mesmo é dos amigos por perto.Preciso sair gritando até perder todo o ar, ficar rouco ou sem voz. T-e-n-h-o que de alguma forma amenizar todo esse peso que ando carregando, todos esses sentimentos, palavras, dúvidas. Não consigo mais escrever coisas produtivas, não consigo sair pros lugares agitados. Fico como sempre fiquei: esperando uma ligação...

Nota mental 1.


O meu tempo está acabando, to começando a ficar cansada. Odeio a sensação de andar, andar e me sentir presa, no mesmo ponto. Quero definição, coragem, iniciativa. Gostaria de ser só por uma noite alguém muito firme, e que falasse tudo que sente. Preciso de algumas doses.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

now i know about you.



Bem isso.

Tem amigo que só te procura quando é conveniente. E tem como hobby transferir a culpa pra você de algo que quem fez errado foi ele. Concordemos que não sou obrigada a perceber isso e continuar fingindo que a amizade ainda é linda, sabe?
Depois de algumas sessões de terapia, eu decidi não dar mais espaço pra me sentir manipulada e usada.
Focalizar no que importa porque gente desinteressante embaça minha vista.


Para ouvir: